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Linfoma Hodgkin e Não Hodgkin
Introdução
O
Linfoma é um câncer dos linfócitos, células do sistema linfático que ajuda
o corpo a combater as infecções. O sistema linfático é uma rede de vasos ao
longo do corpo que drena (coleta) organismos invasores, como vírus e
células anormais. Os invasores passam pelos linfonodos onde eles são
retidos e destruídos através de células brancas do sangue, inclusive as células
chamadas linfócitos. O Linfoma começa habitualmente em um linfonodo, mas também pode começar no estômago, nos
intestinos, na pele ou em qualquer outro órgão. Os dois tipos principais de
linfoma são o Linfoma (ou Doença) de Hodgkin e o Linfoma Não-Hodgkin.
Doença de Hodgkin
A
doença de Hodgkin é caracterizada por um tipo específico de célula anormal
chamada “Célula de Reed-Sternberg”. Este
tipo de câncer pode esparramar-se ao longo do sistema linfático, afetando qualquer
órgão ou tecido linfático no corpo. A doença de Hodgkin afeta as pessoas
geralmente por volta dos 30 ou acima dos 50 anos de idade. Os homens são
mais afetados que as mulheres, e pessoas da raça branca são mais
freqüentemente afetadas que as de outras raças. A desordem atinge
aproximadamente cinco em cada 100.000 pessoas.
Linfoma Não-Hodgkin
A
maioria dos linfomas é do tipo Linfoma Não-Hodgkin. Em
adultos, o Linfoma Não-Hodgkin afeta mais os homens que as
mulheres, aparecendo freqüentemente entre as idades de 60 e 70 anos.
Pessoas da raça branca são mais freqüentemente afetadas que as de outras
raças. A desordem atinge 16 em cada 100.000 pessoas. A taxa de incidência
deste câncer está crescendo por razões desconhecidas.
Tipos
diferentes de linfoma ocorrem em diferentes faixas etárias.
- Na
maioridade – O linfoma não-Hodgkin no adulto
é classificado pelo tamanho, tipo e distribuição de células cancerosas
nos linfonodos. Os três tipos são de 1. Baixo
grau (de crescimento lento), 2. Grau intermediário e 3. Alto grau
(agressivo).
- Na
infância – Os linfomas não-Hodgkin da
Infância incluem o linfoma linfoblástico, o
linfoma de células grandes, e os linfomas Burkitt
e Não-Burkitt. Linfomas não-Hodgkin
de alto-grau (agressivos) normalmente afetam as crianças e os adultos
jovens.
Vários
fatores podem contribuir para o desenvolvimento dos linfomas:
- Fatores ambientais - Recentes estudos
mostraram uma possível ligação entre os linfomas e a exposição a
certas substâncias químicas como herbicidas e inseticidas. Estudos
adicionais serão necessários.
- Fatores genéticos - Estudos indicam que
os pacientes com certas Síndromes de Imunodeficiência Genéticas
(herdadas), como a síndrome de Wiskott-Aldrich,
pode ter um risco aumentado para o
desenvolvimento dos linfomas.
- Infecções
virais - Pesquisas
sugerem ligações entre os linfomas e certos vírus, como o vírus de Epstein-Barr e o HIV. Por
exemplo, um estudo descobriu que a doença de Burkitt
está relacionada ao vírus de Epstein-Barr em
quase todos os casos na África e em 15 por cento dos casos em todo o
mundo. Pacientes infectados pelo HIV, especialmente aqueles já com
AIDS, também estão mais suscetíveis aos linfomas Hodgkin e Não-Hodgkin.
Quadro Clínico
O sintoma principal da Doença de Hodgkin e do Linfoma Não-Hodgkin é o inchaço dos linfonodos
(ínguas) no pescoço, debaixo dos braços ou na virilha. Outros sintomas
podem incluir:
- Febre
- Suores noturnos
- Fadiga ou cansaço
- Dor abdominal
- Perda de peso inexplicada
- Pele áspera
Como os linfonodos inchados
(ínguas) que normalmente aparecem por causa dos linfomas são
indolores, os linfonodos podem aumentar lentamente por um longo período,
antes de serem notados pelo paciente. Além disso, a febre geralmente
associada com o linfoma pode aparecer e desaparecer durante várias semanas
antes do paciente consultar o médico. Até mesmo a perda de peso inexplicada
causada por certos tipos de linfomas pode progredir por meses antes do
paciente buscar ajuda médica.
Diagnóstico
O médico irá suspeitar de um linfoma baseado em sua história clínica
e nos resultados do exame físico, ele solicitará exames de sangue e fará um
procedimento chamado biópsia de linfonodo.
Nesta
biópsia de linfonodo, o médico fará uma anestesia
local sob a pele ao redor. Depois da área ter sido anestesiada, uma agulha
estéril é usada para remover um pedaço pequeno de tecido. O tecido é então
examinado em um laboratório para ter uma evidência de linfoma.
Ocasionalmente, um linfonodo inteiro é
cirurgicamente retirado por que isto pode ajudar o patologista a ter
certeza do diagnóstico.
Você
também pode precisar de outros exames, inclusive Radiografias para
avaliar o tórax, ossos, fígado e baço; uma Biópsia de medula
óssea; uma Cintilografia com gálio
e uma Tomografia computadorizada (ou CT) de abdome.
Se
o diagnóstico é de linfoma, o próximo passo é determinar a fase em que está
o câncer.
As
fases variam do estágio I no qual o câncer está limitado a um órgão como um
linfonodo, até o estágio IV no qual o câncer
esparramou extensamente fora do sistema linfático e possivelmente para a
medula óssea ou outros órgãos.
Ocasionalmente,
a cirurgia laparoscópica é executada para ajudar a determinar o estágio.
Neste procedimento, uma incisão pequena é feita no abdome, e um tubo fino, iluminado em sua extremidade, chamado laparoscópio, é usado para ver se o câncer se
esparramou para quaisquer dos órgãos internos. Durante o procedimento,
também podem ser removidos pedaços pequenos de tecido para serem examinados
ao microscópio para ver sinais de câncer (biópsia).
Prevenção
Não há nenhuma maneira conhecida de se prevenir
o Linfoma Hodgkin ou o Linfoma Não-Hodgkin.
Você pode diminuir seu risco de linfoma tomando precauções como evitar se
contaminar com o HIV. Não se conhece formas de se evitar
certas substâncias químicas para prevenir os linfomas.
Tratamento
A
Radioterapia é o tratamento tradicional para os estágios precoces da doença
de Hodgkin. A Quimioterapia, possivelmente com a Radioterapia, é usada em
estágios avançados da doença. Se a quimioterapia poderia ser usada em vez
da radioterapia para a doença em fases precoces, está sendo avaliado. O
tratamento para o Linfoma não-Hodgkin depende do
grau do linfoma (baixo, intermediário ou alto), o estágio da doença, a
idade e a saúde do paciente.
- Nos
estágios precoces, os linfomas de baixo-grau (de crescimento lento)
podem, às vezes, ser curados com uma combinação de radioterapia e
quimioterapia. Caso contrário, o tratamento é baseado no quanto os
sintomas se desenvolveram e na severidade deles. Não se acredita que o tratamento precoce, agressivo, melhore a
sobrevida na maioria dos linfomas de baixo-grau. Em alguns casos de
linfoma de baixo-grau em estágios precoces, a doença
será monitorada, mas nenhum tratamento será dado a menos que a doença
piore. Se um paciente em estágio inicial, em um linfoma de baixo-grau
tem sintomas, ou se a doença já se esparramou significativamente, o
paciente pode ser tratado com radioterapia.
- O
Linfoma de baixo-grau em estágio avançado pode ser tratado de várias
maneiras, desde a quimioterapia com ou sem radioterapia até o
transplante de medula óssea. Em um transplante de medula óssea, as
células da medula óssea do paciente são mortas e então células de
medula óssea livres de câncer são injetadas.
- Para
Linfomas de alto-grau, a cura é possível em 40 a 50 por cento dos
casos. O tratamento principal é a quimioterapia. A radioterapia às
vezes também é usada. O Linfoma de grau intermediário pode ser tratado
com uma combinação de drogas na quimioterapia. As fases mais avançadas
podem requerer quimioterapia em altas doses e possivelmente um
transplante de medula óssea. O Linfoma Burkitt,
um linfoma de alto-grau, pode ser curado em 80 por cento dos casos com
uma combinação de drogas na quimioterapia.
- Se
o câncer volta a aparecer em uma pessoa que foi tratada para um
linfoma intermediário ou de alto-grau, ela pode tornar-se candidata a um
transplante de medula.
Em
recentes estudos clínicos, a radioimunoterapia foi usada para tratar
linfomas avançados, de alto-grau ou que continuaram se devolvendo depois do
tratamento. Esta terapia envolve a injeção de anticorpos ligados ao iodo
radioativo. Os anticorpos são proteínas que fazem parte do sistema
imunológico e atacam as células do câncer. A radiação somada ajuda a matar
essas células. Pesquisadores estão estudando outras formas de terapias
biológicas que usam o sistema imune para lutar contra o câncer.
Qual médico procurar?
Procure
o médico se você experimentar qualquer sintoma relacionado aos linfomas por
mais de duas semanas.
Prognóstico
Doença de Hodgkin
Considera-se
que este seja o mais curável de todos os cânceres do sangue. Com tratamento
adequado, aproximadamente 80 por cento dos pacientes sobrevivem por cinco
anos ou mais. Pacientes diagnosticados no Estágio I têm uma chance de mais
de 90 por cento de viver 10 anos ou mais. Os pacientes diagnosticados no
Estágio IV têm uma chance de 50 por cento de viver até 10 anos ou mais.
Linfoma Não-Hodgkin
Para
pacientes com Linfoma não-Hodgkin, a chance de sobrevivência
depende do grau e da fase do câncer, da saúde do paciente e da resposta ao
tratamento. De 50 a 80 por cento dos pacientes sobrevivem cinco anos ou
mais. O linfoma de alto-grau do tipo agressivo serão curados com maior
eficácia com quimioterapia, mas esta forma de câncer pode ser fatal.
Linfomas de baixo-grau podem ter freqüentemente taxa de sobrevida mais
longa, alcançando uma sobrevida de até 10 anos, em alguns casos.
A maioria das crianças responde bem ao tratamento, embora as
crianças tendam a ter Linfomas não-Hodgkin de alto-grau e tipos
mais agressivos. Aproximadamente 70 a 90 por cento das crianças sobrevive
por cinco anos ou mais.
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