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Câncer Uterino
Introdução
O câncer uterino é o câncer
mais comum dos órgãos genitais femininos e responde por 13 por cento de
todos os cânceres nas mulheres. Há dois pontos distintos dentro do útero
onde o câncer pode se originar: o endométrio e a parede uterina.
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Câncer endometrial. O Endométrio é o revestimento
interno do útero; o tipo mais comum de câncer uterino, chamado câncer
endometrial, acontece neste lugar. Sua causa ainda precisa ser entendida
completamente. A maioria dos cânceres endometriais é câncer de células
glandulares (que produzem secreção) chamados de adenocarcinomas. As
mulheres afetadas na maioria encontram-se entre as idades de 50 e 65 anos.
Os níveis altos de estrogênio (que não é um perigo por si só), representa
um risco para o câncer endometrial quando não é compensado pelo hormônio
progesterona. Com a diminuição dos níveis de progesterona depois da
menopausa, as mulheres pós-menopausa ficam particularmente em risco. Outras
condições associadas com o nível alto de estrogênio incluem a obesidade,
uma história de infertilidade, terapia de reposição hormonal
com estrogênio por um período longo (por exemplo, no tratamento da
osteoporose). Mulheres com pressão alta e diabetes também podem estar sob
risco de câncer endometrial, como também aquelas em uso de tamoxifeno para o tratamento do câncer de mama.
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Sarcoma uterino. A composição da parede uterina é de
tecido conjuntivo da mesma forma que os músculos, a gordura, os ossos e o
tecido fibroso. Os sarcomas são cânceres que começam neste tipo de tecido.
O Sarcoma Uterino é raro, constituindo entre 2 e 4
por cento de todos os cânceres do útero. Sua causa é desconhecida,
ocorrendo freqüentemente nas mulheres de meia-idade e idosas. As mulheres
que sofreram radiação pélvica para o tratamento de outros tipos de cânceres
têm um risco aumentado. Mulheres afro-americanas parecem ter um risco
particular para um tipo de sarcoma uterino, o leiomiosarcoma. A
razão para isto é desconhecida.
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Condições benignas. Todos os tumores e crescimentos
anormais do útero são malignos? Não. Os miomas são tumores comuns
(não-cancerosos) geralmente benignos encontrados em mulheres por volta dos
40 anos. O tecido endometrial que cresce no lado de fora do útero, uma
condição benigna chamada endometriose, pode acontecer em mulheres
(que em geral ainda não engravidaram) por volta dos trinta anos de idade. A
endometriose pode causar sintomas e pode requerer tratamento, mas não
conduz ao câncer. A Hiperplasia Endometrial, um aumento no número de
células que revestem o útero, também é benigna e pode evoluir para o câncer
uterino.
Quadro Clínico
O sintoma crucial para
todos os cânceres uterinos é a hemorragia anormal: sendo a primeira
reclamação de 90 por cento de mulheres diagnosticados com câncer
endometrial e 85 por cento de mulheres pós-menopausa diagnosticadas com
sarcoma uterino. Para mulheres mais jovens, a hemorragia anormal pode
incluir períodos menstruais mais volumosos, sangramento entre os períodos e
sangramento após uma relação sexual. Para mulheres mais velhas, qualquer
hemorragia que acontece seis meses depois do começo da menopausa pode ser
uma preocupação. A hemorragia anormal no começo da menopausa também deve
ser informada ao ginecologista.
A dor pode aparecer na
época do diagnóstico inicial do sarcoma uterino, geralmente sendo o motivo
da consulta; embora isto só acontece em um décimo dos casos. Um “caroço”
palpável (que você pode sentir quando palpa o abdome) pode acompanhar a
dor. Como o sarcoma é uma causa muito rara destes sintomas, é prudente
consultar o ginecologista sempre que a dor acontecer durante a micção
(urina), relação sexual, ou na área pélvica em geral.
As secreções vaginais
anormais, sem sangue visível, geralmente são sinais de infecção ou outra
condição benigna, que também podem ser, ainda que raramente, uma indicação
de sarcoma uterino.
Diagnóstico
Atualmente não há nenhum
exame de rotina para detectar o câncer uterino em mulheres sem
sintomas. Se você tiver sinais e sintomas de câncer uterino, seu médico
provavelmente irá encaminhá-la a um ginecologista ou oncologista, médicos
que se especializaram em cânceres do sistema reprodutor feminino. Eles irão
avaliar sua história clínica e irão fazer um exame físico geral, com
atenção especial para a área pélvica. O exame de Papanicolau, feito
a partir de uma amostra das células do colo do útero e região superior da
vagina, é executado freqüentemente neste momento. Porém, seus resultados
revelarão somente cânceres uterinos que esparramaram para fora do útero.
Quando indicado, seu médico
colherá uma amostra de tecido endometrial para testar. A Biópsia
endometrial pode ser executada no consultório do
ginecologista/oncologista. Durante este procedimento, o médico aspira uma
pequena amostra de tecido por um tubo muito fino inserido pelo colo no
útero. Uma sensação de “estalido” é comum durante este procedimento. Um
patologista examinará a amostra à procura células cancerosas.
Se um diagnóstico claro não
for possível pela biópsia, o médico pode fazer uma dilatação e curetagem (Curetagem
de prova). Neste procedimento, executado com a paciente internada, o
colo do útero é dilatado e o tecido é raspado de dentro do útero. As
pacientes são submetidas à anestesia geral ou sedação. O sangramento, que
pode persistir por alguns dias, é comum após este procedimento; porém,
poucas mulheres reclamam de desconforto importante. Um histeroscopia que
permite ao médico ver dentro do útero, pode acompanhar a curetagem de
prova.
Radiografias também podem ser usadas para descobrir a presença
de câncer no útero. Na ultra-sonografia transvaginal, um transdutor
é inserido na vagina, emitindo ondas sonoras que realçam o tecido uterino.
As imagens criadas ajudam a localizar células cancerosas. O exame é
indolor. Durante um ultra-histerosonografia, um tipo específico de ultra-som
transvaginal, uma solução salina é infundida por um cateter no útero,
realçando qualquer anormalidade mais claramente.
Se o câncer for confirmado,
o próximo passo é determinar se ele se espalhou para fora do útero e para
onde. Normalmente são solicitados exames de sangue e de imagem de rotina,
como uma Tomografia Computadorizada de Abdome e Radiografias do
tórax.
Prevenção
Há muita coisa para se
entender as causas do câncer uterino; com isso, muito se terá que aprender
na hora de preveni-lo. A combinação de uma dieta saudável (particularmente
com baixo teor de sal e gordura animal) e exercícios para se controlar o
peso e a pressão sanguínea, mesmo não dando nenhuma garantia, sempre é um
bom começo.
Alguma pesquisa sugeriu que
o uso de contraceptivos orais que combinam estrogênio e
progesterona poderiam reduzir o risco de uma mulher ter câncer uterino.
Para mulheres que fazem terapia de reposição hormonal com estrogênio, seria
bom perguntar ao médico pela necessidade de exames regulares.
Os benefícios do tamoxifeno para o tratamento de câncer de mama e da
radioterapia pélvica para outros tratamentos de câncer excedem os
riscos de desenvolver câncer uterino de longe. Se qualquer um destes
fatores de risco (ou qualquer outros, como diabete e obesidade) se
aplicarem a você, pergunte seu médico pela necessidade de exames regulares.
Tratamento
Os tratamentos para o
câncer uterino incluem a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia, e a
terapia hormonal.
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Cirurgia: Se você tem câncer uterino, você provavelmente irá
se submeter à alguma forma de cirurgia. Qual
procedimento será usado dependerá em grande parte da fase, tipo, e grau do
câncer - quanto mais localizado e menos invasivo o câncer, menos agressiva
será a cirurgia. A idade é outra consideração; por exemplo, em mulheres
mais jovens em fase reprodutiva, todo esforço será feito para se evitar a remoção
de ambos os ovários (ooforectomia) e o
útero (histerectomia). O estado geral de
saúde também pode ser um fator importante a considerar. As complicações são
raras, mas resultados de infertilidade pela ooforectomia
e histerectomia podem ocorrer.
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Radioterapia: A radioterapia também depende da fase,
tipo, e grau do câncer. O tratamento exigido para cada caso recai sobre o
tamanho da área acometida (se o câncer se espalhou além da parede uterina,
por exemplo). Há efeitos colaterais após a radioterapia como fadiga,
irritação da pele e diarréia, mas logo eles desaparecem depois da conclusão
do tratamento.
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Quimioterapia. A quimioterapia, o uso
de drogas para matar as células do câncer, geralmente é usada
somente em cânceres uterinos que se esparramaram além do útero. Quais
drogas serão usadas depende das peculiaridades do câncer e ainda estão
sendo avaliados estudos de tratamento.
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Terapia Hormonal. Um dos objetivos da terapia
hormonal é bloquear as células do câncer de captar os hormônios que elas
precisam para crescer. No câncer uterino, ela envolve pílulas de
progesterona e às vezes, em casos de doença avançada ou recorrente, o tamoxifeno.
Qual médico procurar?
Embora a hemorragia vaginal
anormal seja freqüentemente somente um sinal de infecção ou de alguma
outra condição benigna, é vital consultar o ginecologista imediatamente. Este sintoma quase sempre
acompanha o câncer uterino.
Prognóstico
O estadiamento é usado para
determinar a extensão do câncer de um paciente. As taxas de sobrevida mais
altas são associadas com fases mais precoces. O seguinte estadiamento se
aplica ao câncer uterino:
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Estágio I: O câncer é limitado ao corpo do útero.
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Estágio II: O câncer espalhou do corpo do útero até o
colo uterino.
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Estágio III: O câncer, espalhado além do útero, ainda
é limitado à região pélvica.
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Estágio IV: O câncer espalhou à superfície interna da
bexiga urinária ou reto. Esta fase também
pode indicar que o câncer passou aos linfonodos na virilha, ou em órgãos
distantes do útero, como os pulmões.
O tratamento precoce é
fundamental. Mais de três quartos dos cânceres endometriais estão limitados
ao útero na época do diagnóstico; um sinal de bom prognóstico. Em geral, 80
por cento das mulheres com câncer uterino sobrevivem cinco anos ou mais,
com muitas completamente curadas. Porém, é importante saber que, até mesmo
no melhor de casos, há uma possibilidade de retorno. O acompanhamento e a
vigilância são necessários com todo o tratamento.
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